Com quantos meses o bebê pode fazer natação? Quais são os benefícios? 

Por Metodologia Gustavo Borges | Atualizado em 07 de julho de 2026

Afinal, com quantos meses o bebê pode fazer natação? Essa é uma das dúvidas mais frequentes dos pais, uma vez que a relação entre água e piscina pode causar medo e insegurança.

Para ajudá-lo na tomada de decisão, mostraremos qual é o período ideal para matricular o seu filho nesta atividade, como funciona uma aula e o que analisar antes de iniciar. Confira!

Leia mais também em: Natação no inverno: por que você (ou seu filho) não deveria parar agora

Com quantos meses o bebê pode fazer natação?  

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) indica que as crianças iniciem uma aula de natação a partir dos 6 meses de idade. Esse período é importante porque o ouvido do bebê já está desenvolvido por completo para impedir a entrada da água na região. Além disso, diminui a probabilidade de infecção, uma vez que o pequeno já está imunizado contra algumas doenças.

No manual de Promoção da Atividade Física na Infância e Adolescência, a SBP destaca o quanto é importante evitar que crianças dessa faixa etária permaneçam sedentárias por longos períodos. Esse tipo de comportamento não é adequado para a saúde do indivíduo, trazendo consequências negativas para o futuro.

Porém, antes de colocar o seu bebê em aula de natação, recomenda-se conversar com o pediatra da criança. Ele é o melhor profissional para garantir que a atividade seja segura para os seus filhos.

É fundamental deixar claro que as recomendações podem ser diferentes conforme as características de cada criança, pois cada uma apresenta as suas próprias particularidades.

Quais são as razões para colocar o bebê na natação? 

Diversos estudos já mostraram o impacto da natação para as crianças. É possível observar, por exemplo, benefícios físicos, orgânicos, sociais, terapêuticos e recreativos.
O bebê ainda melhora a adaptação na água, garantindo uma boa coordenação motora, noções de espaço e tempo, além de ter uma base psicológica e neurológica para o auto-salvamento, aumento da resistência cardiorrespiratória e muscular.

A atividade também melhora o sono bebê, potencializa o apetite, aperfeiçoa a memória e previne doenças respiratórias. Para este último caso, vale um alerta importante.

De acordo com um levantamento do Ministério da Saúde, nos primeiros quatro meses de 2022, houve um crescimento de 30% nas internações de crianças de até cinco anos por síndrome respiratória aguda grave, em comparação com o mesmo período de 2021.

O infectologista Renato Kfouri, presidente do setor de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, explica com mais detalhes quais foram os impactos dessa mudança.
“O afastamento, o uso de máscara, a não frequência a escolas, fez com que houvesse um represamento da circulação desses vírus. E aquelas crianças nascidas de 2019 para cá – nunca expostas a vírus, a contato com baixas taxas de contaminação -, agora, com o retorno às atividades, com a volta às aulas, estão se infectando com muita frequência. Poucas vezes nós vimos um outono com tantas doenças respiratórias como desta vez”, explica em entrevista ao G1.

Portanto, além de trazer mais qualidade de vida para a criança, a natação pode funcionar como um ótimo escudo contra doenças respiratórias, especialmente na estação mais fria do ano.

Como funciona uma aula de natação para bebê?  

O papel do professor é a mediação no processo de aprendizagem. Ele proporciona à criança uma estabilidade emocional para que ela supere as dificuldades com a água.

O instrutor também trabalha questões que envolvem o relacionamento para que a conexão com o aluno seja feita de uma forma agradável. Ele tem ainda o conhecimento técnico para saber o que precisa ser desenvolvido, quais são as necessidades da criança naquele momento e como desenhar a jornada dela para ter o domínio com a água.

No vídeo abaixo, há um ótimo exemplo sobre como funciona uma aula de natação para as crianças. Os professores seguem a Metodologia Gustavo Borges. A ideia é garantir a adaptação das vias sensoriais para aulas de bebês. Eles utilizam a música para ajudar no processo de aprendizado da criança.  

Quais são os principais benefícios da hidroginástica? 

1. Melhora motricidade e flexibilidade 

As atividades realizadas durante a aula devem ser feitas de maneira ritmada, movimentando os braços e as pernas ao mesmo tempo.

Isso aumenta a capacidade de coordenação motora, ao mesmo tempo que a massa muscular reduzida ou a fragilidade óssea não dificultam a realização. 

Além disso, é uma ótima modalidade para melhorar a flexibilidade do corpo, uma vez que há o aumento da amplitude dos movimentos. É importante, também, para diminuir o risco de lesões musculares, melhorando a movimentação no dia a dia.

Outro benefício da hidroginástica é em relação à melhora da postura. Os exercícios ajudam a desenvolver mais força muscular para sustentação do tronco.


2. Melhora de circulação e respiração 

Por ser um exercício aeróbico (como a natação, a corrida e o ciclismo, por exemplo), aumenta o consumo de oxigênio pelo organismo e o metabolismo de gorduras, principal fonte energética durante a atividade.

Ela movimenta todo o corpo, trazendo, principalmente, benefícios cardiovasculares. Ou seja, promove maior eficiência cardíaca. Isso significa que o coração é capaz de bombear mais sangue por batimento.

Sendo assim, o órgão não precisa bater tão rapidamente para desempenhar essa função, seja no repouso ou durante a prática física.

Leia também: Veja 5 motivos para fazer natação em todas as idades 


3. Redução de inchaço e controle de peso 

O inchaço, por conta da retenção de líquidos, pode ser um dos principais incômodos durante a gravidez e a terceira idade, mas a hidroginástica pode ajudar nesse ponto.

Por ser uma atividade aeróbica e melhorar o sistema cardiovascular, isso acaba diminuindo os edemas, ou seja, o acúmulo de líquidos.

Além disso, assim como a natação, a hidroginástica emagrece, por ser um exercício físico que coloca todo o corpo para trabalhar, não se limitando apenas aos braços e às pernas, mas, também, à respiração e ao coração.

Então, a movimentação de todos os membros de forma simultânea (o que nem sempre acontece em outros esportes) favorece a queima das calorias. E, assim, esses estímulos acabam exigindo mais do coração e da respiração para gerar energia.


4. Fortalecimento de ossos e músculos 

A possibilidade de estimular o tônus muscular não pode ficar fora dessa lista de benefícios da hidroginástica. Como trabalha todo o corpo, auxilia no desenvolvimento muscular, melhora a postura, ajuda no ganho de resistência e tonifica os músculos.

Afinal, existe um intenso trabalho de resistência por trás dessa modalidade aquática, o que contribui para a tonificação muscular e o aumento da força.

Isso ocorre porque a densidade da água é maior do que a do ar. Sendo assim, mesmo que a pessoa não perceba, acaba trabalhando com mais intensidade todos os músculos, o que é fundamental para a prevenção de acidentes e preservação das articulações. 


5. Ajuda na reabilitação física 

Além de os exercícios aquáticos serem terapêuticos, eles auxiliam no tratamento de reabilitação, fortalecendo a região que precisa ser trabalhada. Então, os benefícios da hidroginástica podem ser sentidos também por pessoas que têm:

  • Problemas respiratórios (rinite, sinusite, bronquite, asma).
  • Dores articulares e musculares.
  • Problemas de coluna. 

Contudo, para esses casos, é importante ter liberação médica e, acima de tudo, a orientação correta de um professor qualificado. Então, vale a pena procurar uma escola ou uma academia que usem uma boa metodologia de ensino.


6. Promoção do bem-estar e da disposição

 Uma das principais vantagens de realizar atividades físicas, para qualquer pessoa, é o aumento da disposição e da energia. Além de auxiliar na diminuição de dores e inchaços, a hidroginástica acaba ativando a produção de hormônios que trazem a sensação de prazer e bem-estar.

Isso ajuda a diminuir o estresse e a ansiedade, aumentando, também, a tranquilidade e a disposição. Até mesmo porque as práticas na água costumam ser extremamente relaxantes. 

É importante observar ainda os cuidados dos professores com o aluno, representado pelo boneco. Além da segurança, os instrutores mantêm uma aula calma, divertida e com confiança, características essenciais para auxiliar o pequeno.

Veja outro exemplo aplicado na Metodologia Gustavo Borges. O objetivo dos instrutores é trabalhar o mergulho em profundidade para aulas de bebês. Em um primeiro momento, essa atividade poderia ser assustadora para os pais. Porém, com o auxílio de músicas e, mais uma vez, com a calma dos instrutores, o processo se torna descomplicado.

Como escolher uma escola de natação para o meu filho?  

Agora que você já sabe com quantos meses o bebê pode fazer natação, provavelmente, surge outra dúvida neste momento: como escolher a escola de natação para o meu filho? Veja algumas dicas abaixo!  

  • Estrutura: visite a escola e conheça as piscinas, os vestiários e o ambiente deste espaço. Dessa forma, você se sentirá mais confortável para tomar uma decisão assertiva;
  • Piscina: analise o número de piscina que tem no local. Neste momento, vale verificar os tamanhos e como as aulas são organizadas em cada área. Você também pode perguntar sobre o tratamento da água;
  • Segurança: observe se o espaço tem barras de apoio nas piscinas. Verifique se a profundidade das piscinas está adequada com a altura das crianças. É importante observar também se existem câmeras de segurança e visibilidade completa dos espaços de aprendizagem. Na hora de analisar as aulas, confira se o instrutor está supervisionando os alunos; 
  • Equipamentos: questione quais são os equipamentos utilizados durante as aulas. Essa etapa é essencial, uma vez que é possível compreender se são executados exercícios lúdicos ou se o conteúdo segue o formato tradicional;
  • Metodologia: dê preferência para lugares que utilizam metodologias diferenciadas, como a metodologia Gustavo Borges. Veja abaixo como é possível usar a educação por meio da natação. 

Descobrir com quantos meses o bebe pode fazer natação é muito importante para que o seu filho faça o esporte no momento que seja mais seguro para a idade dele. 

O processo de aprendizado também pode ser mais adequado quando ele conta com uma metodologia que trabalhe músicas, jogos e outros tipos de exercícios. Assim, o contato com a água ocorrerá de forma mais tranquila. Por isso, visite a unidade credenciada mais próxima de você e conheça mais detalhes sobre o projeto.

A Metodologia Gustavo Borges 

A Metodologia Gustavo Borges foi criada em 2005 com o propósito de transformar a educação aquática no Brasil. Desde então, já impactou mais de 200 mil alunos e está presente em mais de 400 piscinas credenciadas em todo o país. Unindo tradição, inovação e uma base pedagógica sólida, a MGB vai além do ensino técnico: promove a formação integral de alunos de todas as idades, respeitando cada fase do desenvolvimento.


Inspirada nos quatro pilares da educação, aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser, a metodologia estrutura o processo de aprendizagem na água com conteúdos organizados, acompanhamento contínuo e foco no progresso real. Além do trabalho pedagógico, oferece suporte completo para quem está à frente das piscinas, com formações para professores, apoio à gestão, estratégias de marketing, campanhas nacionais de engajamento e planejamento de aulas que valorizam o tempo e o espaço de cada unidade.

Conhecer a Metodologia Gustavo Borges é descobrir uma forma mais inteligente, eficiente e prazerosa de viver a natação. 

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